Ilha de Itaparica


A ilha foi descoberta pelos europeus em 1º de novembro de 1501 por Américo Vespúcio, juntamente com a Baía de Todos os Santos. Porém a ilha já era ocupada por índios tupinambás.

Em 1552, o primeiro Governador Geral Tomé de Souza doou a Ilha de Itaparica juntamente com Matarandiba como sesmaria a António de Ataíde, 1.º Conde da Castanheira, mais tarde, em 1556, foi convertida pelo Rei João III de Portugal em Capitania Hereditária passando a ser inclusa ao morgado instituído em Portugal pela mãe do Conde da Castanheira, Dona Violante de Távora em 1526.

 

 


A ocupação europeia deu-se a partir de um pequeno núcleo de povoamento fundado por jesuítas na contra-costa em 1560, onde hoje se localiza a vila de Baiacu – então denominada Vila do Senhor da Vera Cruz. Nesse período, foi nela iniciada a plantação de cana-de-açúcar, assim como a cultura do trigo, tendo recebido os primeiros exemplares de gado bovino da região. Foi ainda em Baiacu que aqueles religiosos fizeram erguer a primeira obra de engenharia hidráulica da colônia: uma barragem para o suprimento de água potável e para os serviços da povoação.


A riqueza gerada nesse curto espaço de tempo levou a que Corsários ingleses atacassem a ilha já em 1597. Entre os anos de 1600 e 1647, foi invadida pelos holandeses. Durante a última destas invasões, os holandeses chegaram a construir um forte na cidade de Itaparica denominado Forte de São Lourenço.
Itaparica foi palco de batalha durante as lutas de Independência da Bahia, entre 1821 e 1823, com ênfase na Batalha de Itaparica que aconteceu em mar e terra durante os dias 7, 8 e 9 de janeiro de 1823, cuja a vitória dos itaparicanos concedeu à ilha o título de "Denodada Vila de Itaparica".


Foi em Itaparica que se assentou a primeira máquina a vapor em terras brasileiras, no ano de 1815 no engenho de Ingá-Açu.


A ilha foi emancipada de Salvador em 8 de agosto de 1833 e elevada a cidade em 30 de julho de 1962.

Posteriormente, o município foi desmembrado em dois: o de Itaparica e o de Vera Cruz.


A Ilha de Itaparica está localizada na Baía de Todos os Santos, pertencente ao estado da Bahia, no Brasil. Abriga dois municípios: Itaparica e Vera Cruz. Tem mais de 36 quilômetros de comprimento, 239 quilômetros quadrados de superfície ,[1]sendo habitada por 55 000 pessoas, distribuídas em 35 localidades, constituindo dois municípios.


Nossos atrativos

Itaparica é uma das mais belas ilhas do litoral brasileiro. Sua costa, em grande extensão, é cercada por recifes de corais, denominados "Recifes das Pinaúnas", que se prolonga de Bom Despacho até a Cacha Pregos. Foi constituída, através do Decreto-lei 467, de 20 de outubro de 1997, a Área de Preservação Ambiental Pinaúnas. A Ilha de Itaparica fica a 45 minutos de Salvador por balsa (Ferry boat) ou pelo sistema de transporte marítimo de Mar Grande (lanchas rápidas); e está ligada ao continente, no extremo sudeste (Estreito do Funil), pela ponte João das Botas(mais conhecida como Ponte do Funil) via BA-001.

A cidade de Itaparica é a única estância hidromineral à beira-mar das Américas. Sua água é carbonatada e sulfatada com boa dose de ácido carbônico, teor de radioatividade na fonte a vinte graus centígrados de 0,82 maches. Tem poder digestivo e diurético, sendo recomendada especialmente para pacientes com problemas no fígado e no baço.

Outra atração da cidade é o vendedor de picolés Picoleixon, uma folclórica figura local. Ele criou nomes que terminam com "eixom" para os sabores dos picolés que vende. Esse natural da cidade já participou de várias reportagens na televisão, inclusive do famoso Programa do Jô

 

Preservação

Além da importância histórica e singularidade geográfica, a Ilha de Itaparica possui um conjunto histórico e arquitetônico dos mais aprazíveis, praias de águas mornas, folclore diversificado, artesanato próprio e culinária das mais apreciadas em todo o Brasil.


Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o Caramuru.

Os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica eram também empório de construções navais da colônia: ali se armou a primeira quilha da Marinha de Guerra do Brasil. Nesta época, também existiam cinco destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da ilha foi a pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII. Por este fato, antes de chamar-se Itaparica, era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias.


A ilha de Itaparica está localizada a treze quilômetros, via balsa, de Salvador e é a maior das 56 ilhas da Baía de Todos os Santos.


Possui mais de quarenta quilômetros de praias (temperatura média de 24,5 graus Celsius), com abundante vegetação tropical, onde predominam exuberantes coqueirais, tendo defronte, a cidade de Salvador, separada pela Baía de Todos os Santos. "A ilha", como é carinhosamente chamada pelos seus moradores, veranistas e turistas, tem 239 quilômetros quadrados e 55 000 habitantes distribuídos em dois municípios: Itaparica, onde se localiza a única fonte hidromineral a beira mar das Américas. Já o município de Vera Cruz tem como sede da zona urbana, a localidade de Mar Grande.
Entre Itaparica, sede do município e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança. Uma linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.


A ilha dispõe e oferece serviços de qualidade em todos os níveis — restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, paraquedismo e uma infinidade de opções de entretenimento.
Literatura

A ilha ganhou soneto do poeta Gregório de Mattos em uma reverência a suas belezas naturais.
No século XVIII, o poeta Manuel de Santa Maria Itaparica descreveu a paisagem da ilha.


Na "ilha" — como é simplesmente chamada pelos moradores de Salvador — nasceu e morou, durante muitos anos, o escritor João Ubaldo Ribeiro. Sua principal obra, Viva o Povo Brasileiro, é ambientada em Itaparica, desde os tempos em que era habitada pelos indígenas, passando por sucessivas gerações.

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